Tristeza, desânimo, irritabilidade, ansiedade, esquecimento e dificuldade de concentração, queixas físicas e alterações no apetite ou no sono podem ser sinais de depressão para as pessoas na fase da maturidade. .

A Kaizen Magazine traz neste artigo um pouco de como prevenir a depressão nesta fase e, segundo a psicóloga Patricia Kok Geribello, que atende pessoas de várias faixas etárias e compara as suas histórias e respectivas evoluções.

Segundo Patricia, o que mais descontrói a pessoa é a falta de atividade, de um projeto, “isso provoca a dessujeição do sujeito”. Para ela, “um luto, uma doença ou uma tristeza qualquer não elaborada, que a pessoa não pode encontrar um caminho, vai deixando-a sem vontade de ser ela mesma. Essa situação é comum em qualquer idade”. Ela ressalta que “o mundo permite menos para as pessoas numa idade mais avançada, então elas vão se tolhendo de projetos”…“Ah eu não posso fazer isso; isso não é mais pra mim; puxa isso eu já não consigo mais”…

 

            Seu trabalho mostra que olhar para os limites é um dos caminhos mais satisfatórios. Patrícia conta que acompanha muitos idosos que praticam esportes e destaca que neles, a depressão quase não aparece, pois, segundo explica, eles têm uma atividade e o compromisso com ela. A psicóloga destaca a importância do autoconhecimento, da consciência de seus limites, porque é o que vai mostrar os recursos, as ferramentas e as possibilidades que você tem hoje. “É claro que um homem de 80 anos não terá a mesma performance de um de 50, mas ele terá o seu lugar”. Ela explica que é exatamente essa compreensão que vai permitir esse espaço, esse lugar no mundo. E isso, para Patrícia, é o que pode afastar a depressão: “quando você transforma o que gosta em fazer um projeto adequado ao seu momento, seja ele pintura, curso de inglês, viajar, cuidar de alguém, um relacionamento, um jardim, ou qualquer outra coisa que queira, isso estimula e faz o seu cérebro trabalhar. Isso te dá voz e pode deixá-lo longe de uma depressão!”

            Vale lembrar aqui de atividades que no seu dia a dia não teve tempo de realizar, que deixou de lado naquele momento. É preciso olhar o que faz sentido para você agora, para a sua história.

            Existem alguns marcos na vida de cada um que precisam ser vivenciados. E, para os profissionais da área, essa tristeza – conhecida como depressão reativa – é comum.

Patrícia Kok Geribello de Ferreira Cabral, graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com aprimoramento em Psicologia Hospitalar e mestrado em Gerontologia pela mesma PUC-SP, trabalha com temas como envelhecimento, história, projeto de vida e memória.

Um dos projetos de Patrícia Cabral, Oficina Memória Viva, é feito com ‘idosos reconstruindo-se com suas histórias’. O trabalho consiste em auxiliar e gerenciar o projeto de transformar histórias de vida de idosos em textos, e posteriormente livros, onde o autor é o narrador.

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